Bolsonaro mantém silêncio mais de 38h após derrota pela disputa presidencial
- 1 de nov. de 2022
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Mais de 38 horas após a oficialização da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial, na noite deste domingo (30), Bolsonaro ainda não se pronunciou para reconhecer a derrota e parabenizar o adversário, como é o costume em todos os pleitos no Brasil e no mundo.
Apesar disso, muitos aliados de Bolsonaro no Brasil e no Exterior aceitaram publicamente a derrota. Entre as lideranças estrangeiras, estão a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; a presidente da Hungria, Katalin Novak; e o presidente de Israel, Isaac Herzog.
Já no Brasil, ainda no domingo à noite, o presidente da Câmara Federal, deputado Arthur Lira (PP), fez um pronunciamento em que cumprimentou Lula.
"Ao presidente eleito, a Câmara dos Deputados lhe dá os parabéns e reafirma o compromisso com o Brasil, sempre com muito debate, diálogo e transparência. É preciso ouvir a voz de todos, mesmo divergentes, e trabalhar para atender as aspirações mais amplas", disse Lira.
Pouco depois de encerrada a apuração, o ex-ministro de Bolsonaro, Tarcísio de Freitas (PL), que derrotou Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, também anunciou a jornalistas o desejo de ter uma boa relação com a nova administração federal.
"Tenho certeza que São Paulo pode ajudar muito o Brasil, e o Brasil, obviamente, pode também ajudar São Paulo. Então, esse entendimento nós vamos buscar. E a partir do momento que houver uma convocação estaremos lá e buscaremos sempre o que é melhor para o estado de São Paulo", destacou.
Outros aliados usaram as redes sociais para se pronunciar, como o ministro das Comunicações do governo federal, Fábio Faria, o ex-ministro Sérgio Moro, a deputada federal Carla Zambelli e a senadora eleita, Damares Alves.
*Redação
Foto: AFP or licensors







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